Para acelerar o prazo para o dinheiro chegar até o empresário

Para acelerar o prazo para o dinheiro chegar até o empresário

Em mais uma rodada, Caravanas 2019 – FCO Itinerante nas regiões administrativas, a Sudeco chamou grandes empresários para conversar sobre o aumento do percentual de participação do Distrito Federal no Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), e no Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) e possibilitar que sejam realizados mais investimentos na região por meio dessas linhas de crédito.
Por Assessoria de Comunicação

Publicação: Ter, 30 Jul 2019 17:51:00 -0300

Última modificação: Qua, 31 Jul 2019 08:10:32 -0300

O superintendente Nelson Fraga Filho, a subsecretária-adjunta de Planejamento da SEFP-DF, Adriane Lorentino, e o secretário-adjunto de Estado da SEFP-DF, Marcelo Alvim receberam grandes empresas para tratar de FCO e FCDO.

Crédito: Assessoria de Comunicação

Nesta terça-feira, 30 de julho, a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), em conjunto com o governo distrital, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal (SEFP-DF), realizou a 4ª rodada do evento Caravanas 2019 – FCO Itinerante nas regiões administrativas. Desta vez, além das instituições financeiras que integram o Financiamento no DF, Banco do Brasil S/A (BB), Banco de Brasília (BRB), e Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), foram convidadas grandes empresas para falar a respeito do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

O objetivo, como ressaltado pelo superintendente da Sudeco, Nelson Fraga Filho, foi inovar e construir ideias para acelerar o prazo que o dinheiro leva para sair dos fundos e chegar para o empresário. Para o superintendente, “é necessário rever as taxas do setor empresarial, elas podem ser desinteressantes para o empresário e para os bancos. Assim, precisamos estudar os parâmetros desenvolvidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES) e, como já acontece com as taxas do setor rural, torná-las fixas. É o mecanismo para fazer o investimento no Distrito Federal voltar a ser interessante, e para conseguirmos obter os percentuais que já tivemos no passado, em que 19% do Fundo era empregado no setor empresarial das regiões administrativas daqui. Certamente, aceleraremos o prazo para o dinheiro chegar para o empresário”, declarou Nelson no encerramento do evento.

A subsecretária-adjunta de Planejamento, da SEFP-DF, Adriane Luiza de Carvalho Lorentino, e o secretário-adjunto de Estado da SEFP-DF, Marcelo Ribeiro Alvim, concordaram com o posicionamento da Sudeco. Para a subsecretária-adjunta “é inconcebível que o Distrito Federal esteja com uma participação de apenas 5% do setor empresarial nos Fundos, e que o atual governo envidará esforços para identificar o ponto nevrálgico dessa questão e fazer com que o investimento no Distrito Federal volte a ser atrativo”, pontuou Adriane. Já o secretário, além de estar em assonância com a Sudeco e com Marcelo de Paula, do Porto Seco DF, no sentido de que “precisamos analisar como reverter o processo, para que já seja possível começar a sanar o problema a partir do orçamento para 2020, dando a oportunidade para que as empresas prospectem novos projetos, entrando em contato diretamente com as instâncias governamentais e/ou representativas de classe, como o Sebrae, Fecomércio e as Câmaras Dirigentes”, disse Marcelo.

Ao longo da reunião, os técnicos da Superintendência, entre eles, a coordenadora-geral de Gestão de Fundos e Promoção de Investimentos da Sudeco, Luciana de Sousa Barros, que apresentou o mecanismo dos investimentos para os presentes, ressaltou que a revisão da legislação, nesse sentido seria a melhor solução, mas um processo demorado. A coordenadora enalteceu ainda o trabalho que vem sendo realizado na Superintendência, “estamos cientes da demanda do setor empresarial pelo financiamento de capital de giro associado”, como pontuado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL/DF), representada por Antônio Xará. Luciana completou, “a missão do fundo é gerar desenvolvimento, emprego e renda, mas estamos nos reorientando para buscar também outras fontes de recursos e novas parcerias para a construção da programação do recurso, também concordamos que é necessário aumentar o percentual, pois ele não está atendendo mais à demanda e isso é um ‘problema bom’”, concluiu a coordenadora.

Outro compromisso firmado pela Sudeco com os empresários, inclusive atendendo à observação do empresário Marcelo Résio, da empresa Novo Mundo, foi a de que a Superintendência fará a revisão do orçamento de 2020 junto com o setor empresarial. E, como foi demandado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fazendo tudo o que for possível para que o custo do FCO volte a ser atrativo para as regiões administrativas, pois há plenas condições para tanto, como lembrou o Subsecretário de Captação de Recursos da SEFP-DF, Genésio Vicente, sobre o comprometimento realizado pelos integrantes da última reunião do Conselho Deliberativo da Sudeco (Condel). O Comitê de Financiamento à Atividade Produtiva do Distrito Federal (Cofap) precisa ser mais demandado, e a implementação de um pré-cadastro de projetos é uma das ideias que será verificada internamente, junto com as entidades envolvidas.

Estiveram presentes, José Cassio Froes de Moraes, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SDE-DF), Marcelo de Paula e Edward Libaino Martins, do Porto Seco DF, Haislan Lopes, da TecMed, Marcelo Résio, da empresa Novo Mundo, Roberto Ferreira Peres, João Luis Farinha e Luciano Soares Teixeira, do Banco do Brasil, Alex Dias Ribeiro, Claudinei Souza de Freitas, Jean C. de A. Pontes, Daniel Luiz Silva e Pedro Caixeta, do BRB, Genésio Vicente, Antônio Emílio Freire, Caio B. A. Nascimento, Adriane Lorentino e Marcelo Ribeiro Alvim, da SEFP-DF, Simplício Menezes e Fabiane Crispim, do Sebrae-DF, Antonio Victor Paes, do Hospital Dia HPAE, Antônio Xará, da CDL/DF, Carlos Alberto Leite Pacheco Filho, da empresa Siqueira Campos, Paulo Marcos Monteiro e Marcos R. Cunha, do Frigorífico Jahu/Frescatto, Pedro Mendes, da Cervejaria Petrópolis. Representaram a Sudeco, o superintendente, Nelson Fraga Filho, a chefe de gabinete, Franciane Nascimento, o procurador federal Aluizo Silva de Lucena, o diretor de Planejamento e Avaliação, João Balestra Filho, a auditora, Sônia Maria Souto e a coordenadora-geral de gestão de fundos e promoção de investimentos, Luciana de Sousa Barros.

 

O Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO)

 

O FCO é um fundo de financiamento do setor produtivo, que promove o desenvolvimento econômico e social do Centro-Oeste, possuindo taxas, limites, prazos de pagamento e de carência diferenciados.

Empresas, produtores rurais e pessoas físicas podem pegar dinheiro do FCO, mas a preferência é para os pequenos tomadores. Têm prioridade os projetos que gerem mais empregos e renda, ajudem a reduzir as desigualdades econômicas e sociais, a preservar ou recuperar o meio ambiente, que incentivem a inovação tecnológica, turismo, entre outros. Os limites de financiamento são diferenciados por setor, finalidade, localização do empreendimento e porte do tomador, podendo chegar a 100% do valor total dos itens financiáveis. Com o FCO Empresarial, foco da 5ª rodada das Caravanas, podem ser realizados investimentos em ampliação, reforma, modernização, mudança de sede, ampliação de estoque e aquisição de matéria-prima.

Os juros empregados variam de acordo com a finalidade do setor, e do tamanho do seu empreendimento. Quanto menor o empreendimento, menores os juros a serem pagos. A adimplência também é uma variável considerada para a redução dos juros. Os prazos para pagamento são bastante longos e variam de acordo com a linha e a finalidade do financiamento. Há linhas em que o prazo de investimento pode chegar a 20 anos, incluído o período de carência para o pagamento de até 5 anos. Os interessados, das regiões administrativas do Distrito Federal podem procurar o Banco do Brasil, o BRB, ou o Bancoob. A Sudeco conta ainda com a Ouvidoria da Sudeco e do FCO, um canal de comunicação entre os cidadãos, o público interno e a instituição.